Reprodução da imagem de Gustav Klimt, O Girassol, óleo, 1907.

Suelene M. do Rêgo Barros Dantas[1]

Diversos estudos consideram a linguagem como um sistema simbólico exclusivamente humano. A chamada “ordem simbólica” indica que só é possível erigirmos uma cultura a partir de uma interdição. Os diferentes modelos teóricos destacam a condição neurobiológica e a importância e obviedade da cultura nesse processo. A significação do mundo se dá por meio da linguagem e, através dela, o homem dá forma aos seus medos, anseios e a sua própria constituição enquanto sujeito. Para a psicanálise, toda mensagem nos chega de forma invertida, espelhada, e rompe, portanto, com o modelo de emissor e receptor da mensagem.

No período entre o final do século XIX e início do XX, Sigmund Freud, além de desenvolver estudos sobre o psiquismo, a partir dos seus casos clínicos, levantou importantes discussões sobre a linguagem como um dos fenômenos simbólicos que fazem parte do inconsciente. Entre a linguagem e a psicanálise, portanto, há uma relação contígua, na qual se torna difícil estabelecer uma fronteira, como afirma Longo (2006).

O objetivo deste artigo é descrever sobre a posição de Freud acerca da linguagem, tema que permeia toda sua obra, e referir sobre a condição da criança com seu corpo atravessado por ela, como uma experiência nem sempre harmônica ou prazerosa, pois, como sabemos, a entrada na linguagem é sempre traumática.

Vamos tratar aqui de um estudo da psicanálise onde faremos uma reflexão sobre o enquadramento da linguagem, sob a ótica de Freud, no desenvolvimento psíquico infantil, destacando a importância da escuta atenta ao discurso da criança que pode conter significados que sua fala articulada não pode dizer.  Abordaremos o tema a partir do conceito de constituição subjetiva, definindo como o sujeito assume tal posição e como ela pode afetar sua autonomia e a construção de suas relações pessoais. Considerando que a linguística ainda não existia como ciência na época dos estudos de Freud, e não havia a clara distinção entre linguística e filosofia, a noção da constituição do sujeito surge mais tarde, nas elaborações do psicanalista francês, Jacques Lacan, a partir da importante obra de Freud, em registros de suas experiências clínicas.

Antes de se debruçarem seus estudos sobre os fenômenos psíquicos da linguagem, Freud, em sua obra intitulada Sobre a interpretação das afasias, de 1891, introduz a linguagem “como um elemento necessário para a compreensão da dimensão psicológica e cultural do ser humano” (SANTOS, 2012, p.146). Nesse estudo, para além das explicações anatômicas estabelecidas à época, ele descreve a representação verbal como a ideia sobre uma determinada palavra, e que esta é composta pelo som, pela sua forma escrita, pela imagem mental criada, e por último, pela imagem psíquica estabelecida a partir do impacto psicológico que a palavra impõe ao indivíduo.

Esses conceitos e ideias seriam os primórdios de uma futura teoria psicanalítica, pois, como afirma Costa (2015), o livro marcou uma ruptura em sua trajetória como neurologista, já que se contrapôs grandemente aos postulados da neuropatologia alemã e estrangeira da época, que atribuíam as alterações das funções mentais, como a linguagem, às lesões em zonas cerebrais específicas.

A teoria das localizações cerebrais é referida, primeiramente, no estudo de Paul Broca (1824-1880), chamado Sobre a sede da faculdade da linguagem articulada e duas observações de afemia (1861), que descreve a perda da capacidade motora da fala, causada por uma lesão na terceira circunvolução frontal. Mais tarde, Wernicke, em seu estudo Complexo sintomático das afasias (1874), descreve outro transtorno, agora, com comprometimento na compreensão da linguagem e preservação da articulação, decorrente de uma lesão na primeira circunvolução temporal. A consideração desse transtorno dividiu os centros de linguagem em duas áreas: a de Broca (motora) e a área de Wernicke (perceptiva). Freud atribuiu ainda a Wernicke a classificação de um terceiro tipo de afasia, a de condução, decorrente da lesão das vias de associação entre as imagens sonoras das palavras e suas imagens cinestésicas, acarretando na confusão de palavras e a inconsistência na sua produção. (COSTA, 2015).

O esquema de linguagem de Wernicke não era suficiente, entretanto, para explicar os exemplos clínicos estudados por Freud, tanto nas situações de uso equivocado das palavras por pessoas afásicas, como por pessoas consideradas normais, em situações de estresse ou influenciadas por emoções inquietantes, pois este considerava o envolvimento de outras atividades mentais.

Ao descrever sobre os transtornos afásicos – perda ou dificuldade para se expressar ou compreender a linguagem através da fala, da escrita ou por gestos, Freud esboça um esquema hipotético do funcionamento neurológico do aparelho da fala (LONGO, 2006). Com base no esquema do processo de linguagem de Ludwing Lichtheim (1845-1928), especialista em afasia, ele propõe um aparelho de linguagem (Sprachapparat), constituído por uma rede de representações e associações de elementos, que permitiriam uma nova compreensão sobre esses distúrbios. Substitui a noção de projeção, termo amplamente usado pelas teorias localizacionistas, pela representação (Vorstellung), por considerar os transtornos de linguagem como uma perturbação funcional. Explica que um indivíduo não pode registrar o mundo a partir do que é percebido apenas pelos seus sentidos, mas por impressões de diversas ordens, e que haveria uma relação entre os processos fisiológicos e os fenômenos psíquicos. (COSTA, 2015)

Os estudos freudianos sobre o processo de formação da representação fazem referência ao desenvolvimento da fala da criança, que tenta associar os sons ouvidos com o que ela é capaz de produzir para, posteriormente, tornar-se um sujeito falante. Tal afirmação nos faz refletir sobre a semelhança desse processo ao de uma pessoa com afasia motora. Na visão lacaniana, esse enlace da linguagem é, inevitavelmente, traumático para a criança, pois, enquanto não falante, ela não é capaz de entender o que é falado no seu entorno, da mesma maneira quando somos expostos a uma língua estrangeira que ainda não conhecemos.

Para Freud (1923/1990), os resíduos verbais, de natureza externa, são gerados, primeiramente, a partir das percepções auditivas. As representações verbais derivadas dos componentes visuais são secundárias, adquiridas a partir da leitura, e podem ser deixadas em segundo plano, como as imagens motoras das palavras, que têm um papel auxiliar para acessar os resíduos mnêmicos de uma palavra. A partir de um complexo processo de associação e representação, a palavra produziria um conjunto de sensações internas, como o prazer e o desprazer (LONGO, 2006).

Em seu artigo Palavra e coisa (1910-1919), Freud introduz quatro componentes para designar as representações mentais da palavra: a “imagem de som”, a “imagem de carta visual”, a “imagem de movimento de fala” e a “imagem de movimento de escrita”. A combinação desses componentes se torna complicada ao entrar no provável processo de associação verificada em cada uma das várias atividades da fala.

A premissa fundamental da psicanálise é a divisão do psíquico em o que é consciente e o que é inconsciente; o que permite a esta sublinhar os sintomas como uma das formações do inconsciente, bem como os chistes, atos falhos e sonhos. A consciência tem como característica o caráter transitório. Um elemento psíquico, como a palavra, mantém-se por um período relativamente pequeno na consciência, embora possa ser retomada em outro momento. Durante esse intervalo, a palavra permanece “latente”, mas não significa, desse modo, que esteja “inconsciente”, mas “pré-consciente”. O “inconsciente”, em primeira instância, era um termo puramente descritivo, que se referia ao que permanece latente temporariamente. O estado em que as ideias já existiam antes de se tornarem conscientes é denominado pela psicanálise freudiana de repressão, e a manutenção dessa repressão se dá por uma força denominada de resistência, durante um processo psicanalítico. É a partir da teoria de repressão que se estabelece o conceito de consciente.

Considerou-se, contudo, a existência de dois tipos de inconsciente: um que é latente, com possibilidade de se tornar consciente, chamado pré-consciente, apenas descritivamente inconsciente, e o outro que é reprimido, sem possibilidade de tornar-se consciente, que define o inconsciente, como o que é dinamicamente inconsciente. (FREUD, 1990)

Em cada indivíduo existe uma organização de processos mentais, denominado de ego, ligada à consciência e que define a descarga das excitações para o mundo externo. O ego é o que supervisiona todos os processos constituintes, como os sonhos. Dele procedem a censura e as repressões que, sendo mantidos, definem a resistência, e determina algo do inconsciente nessa organização. A consciência é considerada a superfície do aparelho mental, pois é a primeira a ser atingida a partir do mundo externo. As percepções sensoriais externas e internas, chamadas de sensações e sentimentos, são da ordem da consciência. Para que uma ideia se torne pré-consciente (antes de consciente), ela deve se vincular às representações verbais que lhe são correspondentes. (FREUD, 1990)

Freud (apud SANTOS, 2012) explica que os fenômenos mentais causados pelos aspectos socioculturais podem se tornar conscientes de alguma forma. Refere que essa tomada de consciência só é possível através da linguagem, considerada como um elo de criação dos fenômenos mentais e que, ao mesmo tempo, possibilita a consciência para o indivíduo. Ele afirma que é também através da linguagem que fragmentos latentes podem se tornar conscientes. Por meio dela o sujeito pode expressar algo que para ele é consciente, porém que pode trazer fortes elementos do inconsciente. No setting analítico lacaniano, a linguagem causa uma reviravolta por se lidar com os mal-entendidos, o chamado não-sentido da linguagem. Por um lado, o analista, também portador da linguagem, é capaz de escutar e reconhecer alguns elementos contidos no inconsciente, emergentes a partir do discurso do paciente.

A criança atravessada pela linguagem

Para a psicanálise, ao nascer, todo bebê é prematuro, tanto física, como psiquicamente. Tal condição de prematuridade é definida por Freud como desamparo primordial (Hiflosigkeit), pelo fato dele não ser capaz de sobreviver sozinho e depender de outra pessoa em todos os aspectos, que funciona como próximo assegurador (Nebenmensch) (BATISTA; FERREIRA, 2017).

A criança, antes mesmo de nascer, já está imersa no mundo da linguagem, pois já é representada por um nome escolhido, pelos desejos e projetos de sua família. Ela é capturada pela fala do outro muito antes de ter habilidades psíquicas e articulatórias para fazer uso dela de maneira formal, porém já carrega consigo um repertório de significados das palavras que ouve.

Nos primeiros minutos de vida, o bebê já estabelece a interação com a mãe, reconhecendo sua voz, imitando alguns gestos, e é capaz de requisitar sua segurança com a presença dela, através do choro, que nem sempre significa fome de nutrientes, mas, diria, fome dela própria. Essa interação inicial, de certa forma, provoca sua mãe a falar para e por ele, na busca de dar significado às suas necessidades, expressas pela não-palavra.

O lugar de cada um, mãe e filho, é claramente expresso pelo autor Romildo do Rêgo Barros (2015), quando postula que ambos são criados pela presença um do outro. O autor diz ainda: É a partir da moção desejante do Outro que o sujeito não só responde efetivamente, como também ganha existência subjetiva”. (BARROS, R., 2015, p.31). O Outro aqui, referido por Lacan, é tudo o que nos constitui através da palavra, tanto a partir da própria cultura, como do discurso familiar. Afinal, a forma como cada pessoa se percebe é constituída de palavras ditas sobre ela, antes mesmo do seu nascimento.

Com relação à mãe, existe uma diferença entre Freud e Lacan (o Lacan primeiro, clássico). Freud tratou o desejo do filho pela mãe, contrapondo-se ao ódio e à hostilidade pelo pai. Lacan, inversamente, faz referência à demanda materna em relação ao filho. (BARROS, R., 2015)

Quando a criança começa a aprender a falar, ela associa uma “imagem sonora de uma palavra” com um “sentido de inervação de uma palavra”. E, depois de falar a palavra, ela fica com sua “imagem motora”. (SANTOS, 2012). A constituição da linguagem se dá de maneira natural e progressiva, sem nenhum método formal, a caminho da autonomia e da construção de suas relações pessoais. A palavra é uma ideia complexa e corresponde a um processo de associação emaranhada, onde os elementos de origem visual, acústica e cinestésica agem em conjunto. A concepção do próprio objeto, por sua vez, é concebida por uma associação das mais diferentes ideias visuais, acústicas, táteis, cinestésicas e outras.

A constituição do sujeito, ou constituição subjetiva, é definida como o percurso da criança pequena em direção ao novo mundo onde as palavras ganham valor de significantes, umas encadeadas às outras em busca de sentido. Nesse caminho, a criança sempre perde algo, como a possibilidade de falar todas as línguas. (BATISTA; FERREIRA, 2017)

A trajetória de um não falante para um sujeito falante da língua é concebida por De Lemos (apud BARROS, I., 2006) respaldada na linguística estruturalista saussuriana e na psicanálise lacaniana. A autora teoriza a partir dos processos constitutivos do diálogo que norteiam a relação entre a criança e o adulto, que passa a sujeito falante da língua. Explica que, inicialmente, ocorre um domínio do falar do adulto sobre o da criança, como um espelhamento da sua produção, agora com uma nova forma, significado e intenção. A fala da criança é, assim, ecoada com fragmentos do discurso do adulto. Uma segunda posição da criança é a retomada do enunciado do outro, ou parte dele, agora mais completo e com novos elementos. Os produtos finais se dão por uma intertextualização primitiva, a partir das primeiras combinações de palavras e a coesão dialógica. Uma terceira posição insere a criança nos papéis dialógicos, antes exclusivos do adulto. Com a presença de reformulações, autocorreções e hesitações, a criança passa a instaurar o diálogo tendo o adulto como interlocutor. Suas concepções são assim resumidas:

  • Não há etapas uniformes em tempo e modo a serem ultrapassadas no processo de se tornar falante;
  • Existe uma retomada de fragmentos do discurso do adulto na construção do discurso da criança;
  • A constituição da linguagem se dá a partir da mudança de posição da criança em relação a sua língua;
  • Os erros não podem ser considerados como tal, pois são produtos do cruzamento da fala do outro no discurso infantil.

Embora a psicanálise não aborde teoricamente o desenvolvimento da linguagem infantil, contudo, é possível o entendimento de tal aquisição por analogia, a partir do conceito de inibição, proposto por Freud.

O mecanismo da inibição (Hemmung) foi a princípio referido por Freud no Manuscrito A (1892), no início de sua correspondência com Wilhelm Fliess, e é definido como um modo de defesa ao funcionamento do aparelho psíquico. Posteriormente, esse termo é referido, também, na década de 1920, como função de defesa, fundamental para o sujeito se livrar dos excessos de sexualidade que geram desprazer. A partir de então, o termo inibição é, finalmente, elaborado em sua obra Inibição, sintoma e angústia, que diz respeito a sua hipótese sobre “pulsão do saber” (Wissentrieb), ou “pulsão de investigação” (Forschertriebes), definida como uma modalidade de força pulsional que, agindo a serviço dos interesses sexuais, desperta no sujeito uma “ânsia do saber” (Wissbegierde), que aciona a atividade intelectual. (SANTIAGO, 2005)

Em sua obra Inibições, sintomas e ansiedade, Freud (1926 [1925]/1996) estabelece uma distinção entre o sintoma e a inibição; para ele, a inibição não seria, necessariamente, de uma ordem patológica, mas uma restrição do ego, como a função sexual, de nutrição, de locomoção e de trabalho. Já o sintoma, algo de ordem patológica, que age fora do ego, como nos casos das neuroses. Explica, ainda, a relação existente entre inibição e angústia, já que a primeira pode surgir como mecanismo para evitar a segunda. Afirma que o medo da perda do objeto amado (separação) experimentada no nascimento, como o protótipo de todas as angústias. A condição necessária para o surgimento do sintoma seria a angústia, pois é o que desperta o mecanismo de prazer e desprazer.

Podemos entender, dessa forma, que os primeiros vínculos infantis são determinantes para a constituição psíquica da criança e fundamentais no processo de aquisição da linguagem.  O desamparo inerente e as situações de perigo que a criança experimenta em todas as fases do seu desenvolvimento podem ser determinantes em sua subjetividade.

É verdade que, à medida que continua o desenvolvimento do ego, as situações de perigo mais antigas tendem a perder sua força e a ser postas de lado, de modo que podemos dizer que cada período da vida do indivíduo tem seu determinante apropriado de angustia. Assim o perigo de desamparo psíquico é apropriado ao perigo de vida quando o ego do indivíduo é imaturo; o perigo da perda de objeto, até a primeira infância, quando ele ainda se acha da dependência de outros; o perigo da castração, até a fase fálica; e o medo do seu superego, até o período de latência. Não obstante, todas essas situações de perigo e determinantes de angústia podem resistir lado a lado e fazer com que o ego a elas reaja com angústia num período ulterior ao apropriado; ou, além disto, várias delas podem entrar em ação ao mesmo tempo. (FREUD, 1926/1996, p. 36)

Como descrito inicialmente, os primeiros estudos de Freud sobre as afasias o conduziram a buscar o entendimento sobre os efeitos dos sintomas, mais que suas causas, voltando-se para a linguagem, como um tecido não orgânico. Ele traça uma articulação entre trauma e linguagem, “trauma como aquilo que leva ao nascimento do Spracheapparat (aparelho da linguagem) e funda uma escrita corporal” (FREUD apud CALDAS, 2015, p. 2). Trata-se aqui do corpo não orgânico, interno, mas o corpo constituído a partir da linguagem. Para ele, o trauma é causado pelo encontro de uma coisa externa ao corpo que o leva a falar; para Lacan, ao contrário, a linguagem é que é, inexoravelmente, traumática.

Considerando que a constituição subjetiva requer a elaboração do sujeito falante, entende-se que não existe o sujeito pré-linguístico, assim como não há trauma extralinguístico (CALDAS, 2015). No sentido lacaniano, um trauma jamais será bem entendido pela linguagem, esta “constituída por um tecido de fios de simbólico e imaginário” (FREUD apud CALDAS, 2015, p.3). Freud afirma que só através da fala é possível conter o desamparo e o horror vivido por ele, tomando a fala pelos seus furos, pelo real indizível, e não pela clareza de comunicação.

Para a psicanálise freudiana, a criança está submetida às leis da linguagem que a determinam, pois a palavra “nomeia, ordena, alivia, consola, cura; chega a criar quando nomeia algo” (PRISZKULNIK, 2004, p. 75).

Na visão teórica lacaniana, o trauma é uma experiência do não saber, que basta ter linguagem para que as tragédias aconteçam. Não existe uma forma exemplar de lidar com o trauma, esta é absolutamente singular.

 

 


REFERÊNCIAS
BATISTA, C. A. M; FERREIRA, I. C. H. O olhar da psicanálise sobre a deficiência intelectual: de copista a autor de sua própria história. Inclusão Social, Brasília, DF, v.10 n.2, p.113-118, jan./jun. 2017.
BARROS, Isabela Barbosa do Rêgo. Os ecos da fala na clínica fonoaudiológica. Dissertação (Mestrado em Ciências da Linguagem) – Programa de Pós-graduação da Universidade Católica de Pernambuco, Recife, 2006.
CALDAS, Heloisa. Trauma e linguagem: acorda. Opção Lacaniana Online, v. 6, n. 16, p. 1-14, mar. 2015.
COSTA, A O. De palavras e inconsciente: a função da linguagem na origem da psicanálise. Tempo Psicanalítico, Rio de Janeiro, v. 47, n. 2, p. 69-89, 2015.
 FERREIRA-LEMOS, P. P. Sujeito na psicanálise: o ato de resposta à ordem social. In: SPINK, MJP., FIGUEIREDO, P.; BRASILINO, J. (orgs). Psicologia social e pessoalidade [online]. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisas Sociais; ABRAPSO, p. 89-108, 2011.
FREUD, S. (1923). O Ego e o Id. In: Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. v. 19. Rio de Janeiro: Imago, 1990.
__________ (1926) Inibições, sintomas e ansiedade. In: Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996.
__________ Psicanálise: palavra e coisa. Collected Works 1893 – 1939. O inconsciente. Escritos metapsicológicos: psicologia. Disponível em: <http://www.textlog.de/freud-psychoanalyse-wort-ding-unbewusste-psychologie.html>. Acesso em: 3 fev. 2018.
LONGO, L. Linguagem e Psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.
PRISZKULNIK, L. A criança sob a ótica da Psicanálise: algumas considerações. Psic: revista da Vetor Editora, São Paulo, v. 5, n. 1, p. 72-77, jun. 2004. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-3142004000100009&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 30 jan. 2018.
SANTIAGO, A. L. A inibição intelectual na psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.
SANTOS, I. O. Freud e a linguagem. Todas as Letras – Revista de Língua e Literatura, São Paulo, v. 14, n. 1, p. 145-153, 2012.
BARROS, Romildo do Rêgo. Entre a devoração e os cuidados. In: VIEIRA, Marcus André; BARROS, Romildo do Rêgo. Mães. Rio de Janeiro: Subversos, 2015.

[1] Fonoaudióloga clínica, especialista em Desenvolvimento Humano e Reabilitação, aluna do curso Transmissão do Ensino de Freud a Lacan pela Escola Brasileira de Psicanálise – Delegação Maranhão. E-mail: dantassuelene@gmail.com