• Editorial

    Uma revista é para dizer coisas. E também  apostamos que a revista digital da delegação Maranhão  faz parte de uma ação lacaniana. Por ação lacaniana entendemos que sejam aquelas atividades  que rompem as paredes dos consultórios e alcançam a exterioridade dentro da cidade. Podemos então afirmar que uma revista digital que  se itera há quatro […]
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  • Entrevista com Sônia Vicente

    Na clínica universal do delírio, que não é o delírio que tratam os psiquiatras, o que você poderia dizer que há de novo nas psicoses ordinárias na contemporaneidade? (Thaïs Moraes Correia) Se acompanharmos Lacan o desenvolvimento de seu ensino, o veremos enfatizar a orientação clínica ao real e ao aparelhamento do gozo. Nessa via, passou à clínica […]
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  • Os estados mistos, mania e melancolia e identificações

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    Sempre me chamou a atenção no atendimento em consultório o número de pacientes que declaram ter transtorno bipolar, a loucura de duas faces. Por vezes, ludicamente falando das variações de humor tão presentes na histeria, outros já com diagnósticos fechados na psiquiatria. Antes chamada de psicose maníaco-depressiva, a oscilação do humor com alternância entre depressão […]
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  • Da clínica estrutural à clínica do real: neurose como bejahung e psicose como vewerfung

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    Lacan, no seminário 3 diz que não é por uma simples satisfação de nosógrafo que ele busca a diferenciação entre neuroses e psicoses, mas que esta distinção é mais que evidente. Segundo ele é preciso aproximar as neuroses das psicoses com o propósito de se estabelecer uma diferenciação. Esta diferenciação justifica a forma como se […]
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  • O analista de orientação lacaniana na cidade

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    Os tempos atuais se caracterizam por uma nova, hiper, excessiva vontade de tudo gozar, de estar afinado com o imperativo categórico hipermoderno: “tenha prazer o tempo todo no maior tempo possível e faça tudo cada vez mais rápido”. Numa propaganda tipo pop-up na tela de meu computador eu lia outro dia: “a pressa é amiga […]
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  • O feminino em direção ao furo da velhice¹

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    Freud ((2012[1932]), p. 28), na Conferência 33 sobre a feminilidade, diz: Atribuímos, pois, à feminilidade, uma medida maior de narcisismo, que influencia até sua escolha de objeto, de modo que ser amada constitui para a mulher uma necessidade mais forte do que amar. O efeito da inveja do pênis está ainda implícito na vaidade física […]
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  • Quantas andam a loucura e o crime no estado do Maranhão

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    Desde a antiguidade, a loucura e o erro eram compreendidos dentro de um universo de possibilidades, podendo ser observada esta premissa na ação dos governantes e dos súditos. Com o advento da modernidade se operou uma cisão irreparável: a loucura foi segregada de sua dimensão trágica. Isto se deu devido à construção de um sujeito […]
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  • A pele que conta: tatuagem

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    Uma perspectiva para considerar o ser humano poderia ser a história imperativa do seu corpo como acontecimento no laço social. Essa história deve ser contada. Se a palavra, que por sinal vem sempre tardiamente, não funciona, o corpo vai narrar inevitavelmente esses acontecimentos de qualquer maneira. O conceito “corpo natural” não existe. O “soma” – […]
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  • O gênero como ação encarnada: Ou como se regula o corpo feminino para o ideal de amor.

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    RESUMO: Segundo Judith Butler (2002), os corpos somente surgem, somente perduram, só vivem dentro das limitações produtivas de certos esquemas regulatórios, os quais produzem sua inteligibilidade. Tal como os corpos; o amor no Ocidente se constrói como um ideal regulatório de gênero. PALAVRAS-CHAVE: amor, gênero, Queer, subversão.   ABSTRACT: According to Judith Butler (2002), the […]
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  • Amor patológico em mulheres

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    RESUMO: O presente artigo tem como objetivo refletir acerca do Amor Patológico em mulheres acometidas por este transtorno. Contemplando explicações que perpassam o desenvolvimento psicossexual humano desde a primeira infância até a idade adulta, a partir de perspectivas psicológicas e sociais no intuito de esclarecer o surgimento, desenvolvimento, características e tratamento deste transtorno baseando-se prioritariamente […]
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  • As mulheres com a palavra

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     Existe literatura feminina? Como esclarece Silva (1971), o vocábulo literatura, em latim, significava instrução, saber relativo à arte de escrever, erudição. Adiante, o autor explica ser o texto literário uma mensagem que depende de múltiplos códigos culturais não-literários, que atuam numa dada época e numa dada sociedade, entre os quais avulta o código das ideologias, […]
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